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  • Dr. Huber Vasconcelos

Como a hipertensão arterial pode afetar a retina?

A hipertensão arterial sistêmica é um fator de risco para várias doenças, inclusive para os nossos olhos! O aumento da pressão arterial pode afetar diretamente os vasos sanguíneos da retina e da coróide, causando doenças conhecidas como Coroidopatia e Retinopatia Hipertensiva. As consequências destes tipos de condição podem ser graves, prejudicando a visão.





Os efeitos agudos da hipertensão arterial sistêmica são resultados do vasoespasmo (contrações involuntárias dos vasos sanguíneos) para regular o fluxo de sangue. Já os efeitos crônicos são causados pela arteriosclerose (endurecimento, perda de elasticidade e espessamento progressivo das paredes das artérias) e podem levar os pacientes à uma perda visual como consequência das oclusões vasculares ou macroaneurisma.


Os sintomas nem sempre aparecem logo no início. Por isso, é muito importante que indivíduos com hipertensão arterial façam o acompanhamento frequente com o oftalmologista. As queixas mais comuns em casos graves são: baixa visão, fotofobia (sensibilidade à luz) e dores de cabeça.


A baixa visão está relacionada, principalmente, à formação de edemas, exsudatos ou mini hemorragias na mácula, a região da retina responsável pelos detalhes que enxergamos. Também há casos em que os vasos centrais ou ramos da retina sofrem oclusões, ou seja, o fluxo sanguíneo é interrompido e não irriga de maneira eficaz a região do olho responsável pela visão.


Como é feito o diagnóstico?


Diferentemente de outros órgãos, como coração ou cérebro, por exemplo, que também podem sofrer alterações vasculares, o retinólogo consegue observar os vasos sanguíneos da retina de maneira direta, por meio do exame de fundo de olho. Outros exames podem ser feitos para complementar o diagnóstico da Retinopatia Hipertensiva como a Angiofluoresceinografia e a Tomografia de Coerência Óptica (OCT).


Vale ressaltar que ao observar o lado de fora do olho do paciente, nenhuma alteração geralmente é detectada. Por isso, somente um oftalmologista é capaz de diagnosticar a doença.


Apesar de não haver cura para a Retinopatia Hipertensiva, o diagnóstico precoce é fundamental para evitar danos maiores. É possível controlar o avanço da doença quando o acompanhamento é feito de maneira adequada, com exames de fundo de olho periódicos. Depois que a retina já está comprometida, é muito mais difícil tratar ou reverter a perda da visão.


O controle da pressão arterial é muito importante para combater este tipo de doença. O acompanhamento com um médico cardiologista, o uso de medicamentos quando prescritos, associados à uma boa alimentação e a prática de exercícios físicos podem auxiliar no combate à hipertensão arterial sistêmica e, consequentemente, à Retinopatia Hipertensiva.

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