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  • Dr. Huber Vasconcelos

Doença de Coats

A Doença de Coats é um distúrbio que faz com que os vasos sanguíneos da retina se desenvolvam de forma irregular. Esta doença faz com que haja acúmulo de líquido nas estruturas do olho, principalmente no espaço subretiniano, podendo gerar até mesmo descolamento da retina.





A Doença de Coats é uma doença genética?

Apesar de não ser considerada uma doença hereditária, a Doença de Coats se manifesta em alguns pacientes com mutação somática no gene NDP. Portanto, pode haver uma predisposição genética. A estimativa é que 75% dos pacientes com esta patologia sejam do sexo masculino.


São considerados sinais e sintomas da Doença de Coats o descolamento de retina, a presença de manchas avermelhadas na íris, exsudação e vasos alterados na retina, reflexo do olho alterado (leucocoria) e até mesmo o surgimento de outras doenças associadas, como glaucoma, catarata ou estrabismo.


Os exames mais precisos para o diagnóstico desta doença são o exame oftalmológico completo com oftalmoscopia indireta, Retinografia, Tomografia de Coerência Óptica (OCT) e a Angiografia fluoresceínica que revela a hiperfluorescência precoce das telangiectasias ou impregnação e vazamentos tardios. Dependendo da apresentação, US dos olhos é essencial para descartar alterações distintas, como tumores.


Entre os principais tratamentos para a Doença de Coats podemos citar:

Fotocoagulação com laser;

Terapia anti-VEGF;

Crioterapia;

Cirurgia vitreorretiniana;

Enucleação;


A gravidade da Doença de Coats e a eficácia do tratamento varia de paciente para paciente. Estudos indicam que há casos de crianças menores de 3 anos que apresentam evolução mais grave da doença e que crianças mais velhas, adolescentes e jovens tem mais chances de ter uma doença benigna, com menor risco de exsudação progressiva ou de descolamento de retina, podendo, inclusive, ter uma regressão espontânea.

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