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  • Dr. Huber Vasconcelos

Laserterapia para tratamento de doenças na retina








Um dos tratamentos mais usados para preservar/melhorar a visão e reduzir a progressão de diversas doenças oculares, principalmente as doenças vasculares de retina, é a laserterapia. Pode ser realizado em consultório, usando um colírio anestésico, e com um tempo de recuperação mais rápido do que uma cirurgia. Dependendo do método, pode ser indolor.


Como o laser age na retina?


O laser funciona por meio da emissão de um feixe de luz que atinge as células do epitélio pigmentado da retina. Essa luz se converte em energia térmica e aumenta a temperatura na região em que foi aplicada.


A ação do laser pode ocorrer de duas maneiras principais. Uma é a fotocoagulação, ou seja, a energia térmica é suficiente para provocar a desnaturação das proteínas com consequente destruição celular e cicatrização local. A outra forma de açao é a fotoestimulação, na qual a energia térmica provoca uma estimulação local sem destruição tecidual visível.


Os tipos de laser, a maneira e a intensidade com que são usados vão depender do problema a ser tratado. Os principais são:


· Laser Diodo Verde

· Laser Diodo Amarelo

· Laser Diodo Vermelho


Existem quatro categorias principais de tratamentos de doenças retinianas com laser.


A primeira delas é a fotocoagulação com objetivo de conter o extravasamento nos vasos sanguíneos no olho. Nestes casos, os procedimentos mais comuns são: laser focal para edema macular diabético, para macroaneurisma e para degeneração macular relacionada a idade exsudativa (sendo esta último raramente utilizado atualmente).


Uma segunda seria a fotocoagulação com objetivo de destruir uma região retiniana a fim de proteger uma área saudável adjacente. Como exemplo temos a fotocoagulação retiniana com consequente destruição tecidual com a finalidade de reduzir a formação ou levar à regressão de vasos sanguíneos anômalos, para tratamento de doenças como retinopatia diabética proliferativa, retinopatia falciforme e retinopatia da prematuridade.


Numa terceira categoria de tratamento, utilizamos a fotocoagulação retiniana e a cicatriz secundária para criar uma adesão tecidual aumentada, com o objetivo de tratar roturas e quadros localizados de descolamento regmatogenico de retina.


Por fim, a última categoria de tratamento seria a fotoestimulação, que, como dito anteriormente, não leva à destruição tecidual aparente. Esse tratamento é mais usado em casos de corioretinopatia cerosa central e diferentes tipos de edemas maculares.

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